Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Seminário encerra "Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação"

Magistrados debateram combate ao assédio nas instituições


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Seminário no Auditório do Tribunal Pleno do TJMG encerrou a “Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação” (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O Auditório do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sediou, nesta sexta-feira (15/5), o seminário de encerramento da “Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação”.

O evento foi promovido pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e de todas as formas de Discriminação (Coassed) do TJMG, em parceria com a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef).

No encerramento, a juíza federal Bárbara Ferrito, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), ressaltou que é preciso considerar interseccionalidades entre relações de gênero e de raça ao discutir assédio no ambiente de trabalho. Isso porque tais práticas subjugam mulheres e pessoas pretas, reafirmando um modelo imposto pelo patriarcado:

O assédio, sobretudo o sexual, é uma exigência de poder sobre outro corpo.”

Por isso, segundo ela, temos estruturas sociais que geram vantagens para uns grupos e desvantagens para outros”

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A juíza federal Bárbara Ferrito destacou as interseccionalidades entre as relações de gênero e raça (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O Judiciário, enquanto instância de garantia do Direito, não pode tolerar situações de assédio em seu ambiente, destacou o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Fabio Francisco Esteves:

“O enfrentamento do assédio e da discriminação não é uma escolha administrativa, é um dever, porque se trata de uma violência contra os direitos fundamentais. Onde se viola o Direito, não se produz Direito. O Judiciário tem que dar o exemplo.”

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O conselheiro do CNJ Fabio Francisco Esteves pontuou que o enfrentamento da discriminação não é uma escolha (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Conscientização e mudança de cultura

Na abertura do evento, a presidente da Coassed em 2º Grau de Jurisdição, desembargadora Paula Cunha e Silva, representando o presidente do TJMG, desembargador Luís Carlos Corrêa Junior, argumentou que é preciso um olhar criterioso para transformar as práticas institucionais: 

“É necessária uma mudança de cultura no sentido de rever práticas, posturas e omissões, reconhecer as fragilidades e fortalecer a própria essência da Justiça.

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A desembargadora Paula Cunha e Silva ressaltou a necessidade de mudar a cultura institucional (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Mesa de honra

Integraram a mesa de honra a presidente da Coassed de 2º Grau, desembargadora Paula Cunha e Silva; o vice-presidente da Coassed de 2º Grau, desembargador Marcelo Pereira da Silva; o vice-corregedor-geral eleito para o biênio 2026-2028, desembargador Leopoldo Mameluque; a presidente da Coassed de 1º Grau, juíza Maria Isabel Fleck; a juíza auxiliar da Comarca de Belo Horizonte e integrante da Comissão de Equidade de Gênero do TJMG, Lívia Lúcia Oliveira Borba; o conselheiro do CNJ Fabio Francisco Esteves; a juíza federal Bárbara Ferrito; e o diretor executivo de Desenvolvimento de Pessoas (Dirdep) do TJMG, Iácones Batista Vargas.

A transmissão do seminário de encerramento da “Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação” está disponível no canal oficial da Ejef no YouTube.

Confira outras imagens do evento no Flickr oficial do TJMG.

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