Dando início à 2ª Semana Nacional da Saúde 2026, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) direcionada ao fortalecimento da cooperação institucional na área, a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) realizou, na segunda-feira (6/4), no Auditório do Fórum Cível e Fazendário, na avenida Raja Gabáglia, o seminário “Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho no Poder Judiciário”.
O evento teve como objetivo promover a reflexão sobre fatores relacionados à saúde mental e à gestão do estresse no ambiente de trabalho. A proposta foi ampliar a compreensão sobre os impactos dessas questões no bem-estar individual e no desempenho profissional, além de incentivar a adoção de práticas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida no âmbito do Poder Judiciário.
A abertura do evento foi conduzida pelo superintendente de Saúde do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Alexandre Quintino Santiago, que destacou a importância da saúde mental no ambiente de trabalho para o bom desenvolvimento das atividades diárias:
“Tanto servidores quanto nós, magistrados, trabalhamos sob intensa pressão no exercício de nossas funções no Poder Judiciário. Essa preocupação é central nesta primeira atividade da Semana Nacional da Saúde. Hoje, também retomamos a campanha de vacinação, pois lidamos diretamente com o público e precisamos prevenir diversas doenças.”
O juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJMG, Thiago Grazziane Gandra, representando a Ejef, ressaltou o papel da Escola Judicial na formação e no aperfeiçoamento de magistrados, servidores e colaboradores:
“O tema do seminário é um dos mais relevantes da atualidade. Sofremos com a pressão externa que incide sobre nosso trabalho, e este curso contribui para que possamos nos manter bem e desempenhar nossas funções com qualidade.”
Para a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, uma das principais preocupações do Judiciário é o desenvolvimento de políticas direcionadas à saúde de magistrados e servidores, em especial, a saúde mental.
Saúde mental
Na palestra “Saúde Mental no Ambiente de Trabalho no Poder Judiciário”, ministrada pelo psiquiatra e coordenador de Vigilância em Saúde no Trabalho da Gerência de Saúde no Trabalho (Gersat) do TJMG, Fabrício Silva Gomes, foi discutida a necessidade de se equilibrar as saúdes física, mental, espiritual e social.
O palestrante também abordou a logoterapia, desenvolvida pelo neuropsiquiatra austríaco Viktor Frankl, destacando que a busca por sentido é a principal força motivadora do ser humano. Ele lembrou que a teoria foi formulada a partir de experiências vividas por Frankl durante o Holocausto dos judeus na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Segundo Fabrício Silva Gomes, indivíduos que conseguem manter uma perspectiva de futuro e um propósito têm maiores chances de resistir às adversidades:
“Temos a liberdade de escolher nossa atitude diante das circunstâncias, mesmo quando são imutáveis. A motivação primária do ser humano é encontrar um significado, e esse sentido é único para cada pessoa e situação.”
O psiquiatra falou ainda sobre a autotranscendência, também ligada a Viktor Frankl, que trata do individualismo na sociedade e suas consequências para o homem moderno:
“Nunca o mundo olhou tanto como tem olhado agora para a saúde mental. O TJMG também está buscando recursos em prol dos seus servidores, magistrados e colaboradores, e esse evento é prova disso.”
Preocupação de todos
O psiquiatra e coordenador da Linha de Cuidado em Saúde Mental e Trabalho do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Helian Nunes de Oliveira, palestrou sobre “Gestão do Estresse e Qualidade de Vida no Trabalho”.
Ele salientou que a saúde mental atualmente é uma preocupação de todos:
“A partir do momento em que temos a Direção do TJMG tão interessada nesse assunto, abre-se espaço para acontecer algo maior em prol da saúde mental de magistrados e servidores. As instituições que investem em programas de saúde mental constatam redução significativa em afastamento e aumento na satisfação profissional.”
Ao encerrar sua apresentação, Helian Nunes de Oliveira deixou uma mensagem final aos participantes do seminário:
“Estresse não é fraqueza. Reconhecer os sinais é sinal de consciência e de responsabilidade profissional. Cuidar melhora as decisões, e a saúde mental preservada resulta em julgamentos mais justos e precisos. Então, cuidar da saúde mental é cuidar da qualidade da Justiça. Quando servidores se sentem acolhidos, o sistema, como um todo, se fortalece.”
Programação
Em Belo Horizonte, as ações do TJMG durante a 2ª Semana Nacional da Saúde 2026 prosseguem com o curso “Limites e Possibilidades da Judicialização da Saúde após o Julgamento dos Temas 6 e 1234 da Repercussão Geral do STF – Turma 1/2026”, a ser realizado na quinta-feira (9/4); e o webinário “Canabidiol: Competência Jurisdicional, Direito do Paciente e Responsabilidade pelo Fornecimento”, a ser promovido na sexta-feira (10/4).
Também estão sendo feitas ações voltadas ao público interno, como o webinário “Recomeços: saúde mental e autocuidado”, a ser ministrado pelo psicólogo Vinícius Vilella no dia 10/4, às 15h, com transmissão pelo canal oficial do TJMG no YouTube.
Outras atividades incluem incentivo à doação de sangue, com apoio de equipe da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas), e vacinação de magistrados e servidores da Capital e do interior (na Clínica Viver Vacinas).
Semana Nacional da Saúde
A 2ª Semana Nacional da Saúde, realizada de 6 a 10/4, é promovida pelo CNJ, por meio do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, em parceria com os Comitês Estaduais de Saúde, e mobiliza o Poder Judiciário em todo o País.
O período de realização coincide com o Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira (7/4). Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, a data visa conscientizar a sociedade das prioridades globais de saúde e promover o bem-estar.
A semana reúne uma série de ações que envolvem representantes das Justiças estadual e federal, do Ministério Público, da Defensoria Pública e de operadoras de planos de saúde. Nesse período, são realizados mutirões de conciliação em processos relacionados à saúde, além de capacitações e debates sobre a judicialização da saúde. Entre os temas abordados, destaque para questões específicas como a saúde da pessoa idosa.
Instituído pela Resolução CNJ nº 576/2024, o evento concentra esforços para fortalecer a cooperação institucional e promover a cidadania, focando a eficiência da prestação jurisdicional.
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