Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG participa do I Congresso Internacional de Justiça Restaurativa

Evento na Paraíba tratou do fortalecimento da JR, da promoção da pacificação social e do aprimoramento de práticas institucionais


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Congresso em João Pessoa reuniu, durante três dias, especialistas nacionais e internacionais para debater Justiça Restaurativa (Crédito: TRE-PB / Divulgação)

Encerrado nesta sexta-feira (27/2), em João Pessoa, na Paraíba, o I Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, que reuniu especialistas nacionais e internacionais, contou com a participação de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O evento, que teve início no dia 25/2, foi uma realização conjunta entre o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa da Paraíba (Nejure).

O foco principal foi o fortalecimento da Justiça Restaurativa (JR), a promoção da pacificação social e o aprimoramento de práticas institucionais no Sistema de Justiça brasileiro. A iniciativa colocou em debate modelos de Justiça mais humanos, participativos e comprometidos com a dignidade das pessoas.

Participaram do congresso, pelo TJMG, o 3º vice-presidente, superintendente de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses (Sutrac) e coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Rogério Medeiros; a coordenadora do Comitê de Justiça Restaurativa (Comjur), desembargadora Mariangela Meyer; o juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência, José Ricardo dos Santos de Freitas Véras; a juíza coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Ponte Nova e integrante da Rede Restaura Família JR, Dayse Mara Silveira Baltazar; a diretora-executiva de Planejamento e Gestão da 3ª Vice-Presidência (Dirtevi), Mariana Horta Petrillo; a gerente de Tratamento Adequado de Conflitos (Getac), Jade Moreira Ribeiro; e a assessora jurídica da 3ª Vice-Presidência, Laís Alves Camargos.

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Comitiva do TJMG: o juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência, José Ricardo Véras; a diretora-executiva da Dirtevi, Mariana Horta Petrillo; a juíza Dayse Mara Silveira Baltazar; o 3º vice-presidente, desembargador Rogério Medeiros; e a gerente da Getac, Jade Moreira Ribeiro (Crédito: TJMG / Divulgação)

O 3º vice-presidente do TJMG, desembargador Rogério Medeiros, destacou a palestra de abertura proferida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca, denominada “A Justiça Restaurativa e a Transformação das Instituições”:

“É algo bastante palpável essa transição da Justiça tradicional, que imperou até a virada do século XX para o século XXI, focada no litígio e na sentença a decisão judicial, para busca de alternativas autocompositivas, já como marca do século XXI, com as chamadas portas de saída do Poder Judiciário. Ou seja, a gente contar com meios alternativos, como mediação, conciliação e Justiça Restaurativa, que foi o foco do congresso.”

Segundo ele, o debate girou em torno da troca de experiências envolvendo a nova prática da Justiça internacional e o modelo adotado no Brasil a partir da regulamentação pela Resolução nº 225/2016, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a Política Nacional de Justiça Restaurativa no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências.

“É um foco na vítima, na reparação do dano por ela sofrido, nos familiares, e envolve também a participação da comunidade como um todo, focada sempre no diálogo, na responsabilização e na transformação dos conflitos, sem a solução tradicional, que resolvia a demanda com uma decisão judicial.”

Para o desembargador Rogério Medeiros, a solução construída no diálogo da Justiça Restaurativa soluciona não só o conflito em si, mas restaura, como o nome diz, as relações entre as pessoas”.

É sempre muito proveitoso participar desses eventos, sobretudo quando há também conferencistas de outros países, pela troca de experiências, pela necessidade de nos atualizarmos, aprendermos, adotarmos práticas bem-sucedidas em outros lugares.

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A juíza Solange Reimberg falou sobre a Justiça Restaurativa como transformadora na vida da comunidade (Crédito: TRE-PB / Divulgação)

A juíza do TJMG Solange de Borba Reimberg, que integra o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, participou da palestra com o tema “Justiça Restaurativa e o Plano Pena Justa”.

“Mostramos que é possível haver ações específicas, um olhar complexo para a transformação estrutural, não só das relações interpessoais, mas também do todo. Isso, para mim, é uma grande vitória para todos. Agradeço à Paraíba por nos apoiar e dar essa oportunidade de falar sobre a Justiça Restaurativa, transformadora na vida de nossa comunidade. Quando eu digo comunidade, penso numa ambientação universal, num grande ecossistema”, ressaltou a magistrada em sua apresentação.

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