A supervisão humana, a governança de dados e a organização de processos no uso da inteligência artificial (IA) foram alguns dos temas discutidos no 2º e último dia do “Google Day” 2026, realizado no dia 28/8, no Auditório do Tribunal Pleno do Edifício-Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na Capital mineira.
Com o tema central “Colaboração, Produtividade e Inteligência Artificial”, a iniciativa, promovida pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), buscou capacitar magistrados, servidores, colaboradores e estagiários para o uso responsável e estratégico do ecossistema Google Workspace, aliando celeridade judicial, conformidade legal e cibersegurança à prestação de serviços públicos.
O evento foi transmitido pelo canal oficial da Ejef no YouTube. Confira as discussões do 1º e do 2º dia de atividades.
O painel “Segurança da Informação, Proteção de Dados e Infraestrutura Tecnológica” abriu as discussões. Atuaram como expositores o coordenador de Gestão de Segurança da Informação (Cogesi), Átila Rodrigues Malta; o gerente do Centro de Segurança Cibernética (Cesec), Márcio Henrique Camargos D’Ávila; o gerente de Infraestrutura Tecnológica de Processamento e Conectividade (Getec), Narciso Felício de Lima Júnior; e o gerente do Centro de Governança Institucional de Dados Pessoais (Ceginp), Giovani Galvão Vilaça Gregório.
Nas discussões, mediadas pelo gerente do Centro de Gestão de Processos de Trabalho e de Segurança da Informação (Ceproc), Rafael Meyer Pires Lopes, foram destacados a experiência do usuário e o fator humano, que estão no centro das soluções do Google Workspace.
Também foi ressaltada a importância de conceber a segurança e a proteção de dados desde o início do desenvolvimento de soluções, prática conhecida como Privacidade desde a Concepção (Privacy by Design), bem como a necessidade de uma infraestrutura robusta aliada a uma postura de resiliência dos usuários.
Responsabilidade humana
“Gestão de Processos de Trabalho Utilizando Google Workspace” foi o tema do segundo painel, ministrado pela coordenadora de Apoio Técnico à Gestão de Processos de Trabalho (Cogepro), Isis Neves Ramos. A palestrante detalhou a metodologia de gerenciamento de processos e apresentou case de automação.
A IA generativa no TJMG pautou o terceiro painel do evento, conduzido pelo gerente do Grupo Executivo Negocial e de Governança em Inteligência Artificial (Gex-IA), Vítor Moreira Mulin Leal; pela servidora Érica Brito Porto; e pelo gestor negocial do Gex-IA, Gustavo Rezende Queiroz Soares.
Entre outros pontos, foi destacado que o uso da inteligência artificial é autorizado e regulamentado no Poder Judiciário pela Resolução nº 615/2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), exigindo sempre supervisão, revisão e responsabilidade humana obrigatórias.
O painel contou ainda com demonstrações do uso do Workspace no âmbito do Judiciário mineiro, e foi feito um alerta sobre o perigo representado pelo "prompt injection" – comando oculto inserido em petições com o objetivo de influenciar as decisões.
Na sequência, a coordenadora de Gestão de Documentos Eletrônicos (Cogede), Bárbara Maria Wacha de Melo, falou sobre as boas práticas para a produção de documentos, evidenciando os desafios da transição do arquivo físico para o digital.
Transformação digital
Uma mesa-redonda sobre a transformação digital no TJMG encerrou as atividades, tendo como participantes o gerente do Ceproc, Rafael Meyer Pires Lopes; a diretora executiva de Gestão da Informação (Dirged), Simone Meireles; a gerente de Operações e Ativos de Tecnologia da Informação e Comunicação (Geope), Tatiana Cristina Mendes Hanum; e o gerente do Centro de Informação Institucional (Ceinfo), Luís Claudio de Souza Alberto. A mediação ficou a cargo da coordenadora de Governança de Sistemas Administrativos e de Padronização Institucional (Cosip), Vanessa Martins de Freitas.
No debate, três pontos ganharam destaque: o entendimento de que a verdadeira transformação digital é pautada por pessoas, inovação e mudança cultural; a ideia de que a tecnologia precisa focar as necessidades reais e as dores cotidianas dos servidores e magistrados; e a perspectiva de que a governança de dados deve preceder a inovação para assegurar resultados institucionais confiáveis e integrados.
Também foi ressaltado que a inovação tecnológica no Poder Judiciário de Minas Gerais é uma construção de caráter coletivo e que a verdadeira modernização não reside no mero acúmulo de ferramentas, mas sim na transformação delas em formas de trabalho mais ágeis, que aproximem o cidadão da Justiça e garantam que esta seja célere, acessível e segura e esteja plenamente de acordo com os desafios contemporâneos.
Confira o álbum de fotos do evento.
* Esta matéria foi produzida com o apoio do Google Gemini
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