Fortalecer a proteção integral à pessoa idosa, promover a convivência familiar e conscientizar a população da responsabilidade jurídica e afetiva das famílias. Com esse objetivo, a Comarca de Francisco Sá, no Norte de Minas, realizou, nesta quarta-feira (21/1), o evento “Laços que Não se Rompem: Justiça, Família e Pessoa Idosa”.
A iniciativa foi promovida na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) São Vicente de Paulo, que, atualmente, acolhe 52 pessoas idosas, com idades entre 60 e 99 anos.
Durante o evento, que contou com a presença da juíza titular da Vara Única da Comarca de Francisco Sá, Juliana França da Silva, foram realizadas exposições com temáticas direcionadas especialmente às famílias dos moradores da ILPI, reforçando a responsabilidade familiar, a proteção jurídica e a necessidade de fortalecimento dos vínculos afetivos.
Também estiveram presentes o promotor de Justiça João Henrique Moreira da Conceição, o defensor público Francis Vanine de Andrade Reis, a prefeita de Francisco Sá, Alini Bicalho de Oliveira, além de servidores da Comarca, colaboradores, profissionais da unidade, familiares dos residentes e convidados.
Durante as apresentações, a juíza Juliana França da Silva destacou a importância da presença da família na vida da pessoa idosa, assim como os impactos do abandono afetivo e social e os deveres legais previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.
“O envelhecimento é uma etapa natural da existência. Todos nós, se a vida permitir, chegaremos a ela. E é justamente nesse momento que o idoso se torna mais vulnerável física, emocional e socialmente. O abandono afetivo e social não deixa marcas visíveis como uma agressão física, mas fere profundamente a dignidade, a autoestima e a saúde emocional do idoso. A solidão adoece. O silêncio machuca. A ausência reiterada comunica, ainda que de forma involuntária, a dolorosa sensação de não pertencimento.”
O promotor de Justiça João Henrique Moreira abordou a atuação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na defesa dos direitos da pessoa idosa, com foco no enfrentamento de situações de negligência e abandono.
Já o defensor público Francis Vanine de Andrade Reis orientou os familiares sobre direitos, deveres e instrumentos jurídicos de proteção, como a curatela e a interdição, ressaltando o papel prioritário da família.
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