“As pessoas que chegaram com olhar negativo sobre o envelhecimento saíram enriquecidas ao ouvirem a experiência do outro. E ainda se sentiram confortadas, acolhidas e com novas expectativas de fazer algo que antes não imaginavam que poderiam ainda realizar.”
Essa afirmação é da oficial judiciária e facilitadora da Coordenação de Apoio à Justiça Restaurativa (Coajur) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Cássia Magela e Silva, que conduziu um Círculo de Construção de Paz on-line com magistrados, servidores, estagiários e colaboradores da Corte mineira, no dia 9/10.
A atividade, uma das ferramentas da Justiça Restaurativa (JR), teve como tema “Envelhecimento: olhares sobre o tempo”.
O objetivo foi o compartilhamento de experiências e a reflexão sobre o envelhecimento, valorizando as diferentes trajetórias e as mudanças que fazem parte do processo.
O círculo
Conforme a facilitadora Cássia Magela e Silva, que conduziu a atividade com a também facilitadora Sândra Elizabeth Sobrinho, o círculo ocorreu em volta de uma peça de centro “onde colocamos elementos que fazem ligação com o tema e conectam o participante ao momento presente.”
O Círculo de Construção de Paz é uma metodologia de diálogo estruturado que reúne pessoas em formato circular para promover escuta ativa, empatia e acolhimento. Focado na horizontalidade, visa prevenir/solucionar conflitos, fortalecer relacionamentos e construir soluções coletivas de forma pacífica, com igualdade entre participantes.
“Sendo facilitadora da JR e atuando nesse círculo, pude observar a contribuição de cada participante em um tema que envolve tantas experiências. Um tema muito relevante para todos que já estão nesta fase ou almejam chegar. Para mim, foi muito emocionante e rico conduzir esse círculo e ouvir a sabedoria dos participantes”, afirmou Cássia Magela e Silva.
Ainda segundo ela, a atividade contou com perguntas geradoras que exploraram o tema, assim como perguntas propulsoras “que puderam estimular o pensamento crítico, a investigação e o engajamento”:
“Assim, cada participante pôde se manifestar por meio de uma pequena contação de história, enquanto o outro participante escutava de modo ativo e respeitoso, construindo juntos valores e diretrizes para que o círculo pudesse fluir de maneira segura e sigilosa.”
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