Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Celebrando 10 anos, Arquivo Permanente do TJMG recebe visita técnica

Participantes conheceram as etapas de arquivamento de processos judiciais históricos


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Como parte da celebração de seus 10 anos, o Arquivo Permanente do TJMG recebeu servidores e colaboradores do TRT-MG e do TRE-MG, além de historiadores e pesquisadores vinculados ou não a instituições (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Como parte das comemorações dos seus 10 anos de existência, o Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) realizou, nesta quarta-feira (16/9), o webinário “10 Anos de Instituição do Arquivo Permanente do TJMG: Década de Preservação e Memória – Turma 1/2026”, seguido de uma visita técnica ao arquivo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Participaram da visita servidores e colaboradores do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) e do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), além de historiadores e pesquisadores vinculados ou não a instituições.

Divididos em dois grupos, eles puderam conhecer e manusear documentos e receberam informações técnicas, incluindo explicações sobre oxidação de papel e sobre tipos de letra, de marca d'água e de selos e carimbos.

“Foram informações sobre materialidade mesmo, para entenderem o nosso documento principal, que é o processo judicial”, observou a coordenadora de Arquivo Permanente (Coarpe), Sônia Santos.

Ela destacou que a visita fez parte das comemorações dos 10 anos da instituição:

“Muitas instituições pedem para conhecer o arquivo, e até pesquisadores, que não são vinculados a nenhuma instituição, pedem para vir aqui conhecer nossa estrutura, os fluxos e os procedimentos. Então, dentro dessas festividades, de comemoração dos 10 anos, nós resolvemos inserir essa visita técnica.”

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A gerente da Gedoc, Giselle Santos, e a coordenadora da Coarpe, Sônia Santos, acompanharam a visita técnica à sede do Arquivo Permanente, em Contagem (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Preservação

Segundo a gerente de Gestão de Documentos da 2ª Instância, Eletrônicos e Permanentes (Gedoc), Giselle Santos Cesário, o pesquisador utiliza o resultado do trabalho feito pelo Arquivo Permanente do TJMG, mas, “muitas vezes, desconhece como é feito o arquivamento do documento, como ele é identificado e preservado até ser acessado”.

É o caso do superintendente do Arquivo Público de Uberaba, no Triângulo Mineiro, o historiador e pesquisador José Resende. Ele afirmou que a visita técnica foi uma “oportunidade única” para conhecer o trabalho do Arquivo Permanente, que tem a custódia de milhares de processos:

“A gente veio trocar informações, verificar como é realizado o trabalho e levar a experiência daqui para melhorar a nossa gestão de documentos lá em Uberaba.”

Outra visitante, a chefe da seção de Memória Eleitoral do TRE-MG, Eliane Andrade Braga, destacou que a preservação e a digitalização de documentos fazem parte de sua atuação:

“Eu sou responsável pela seção de memória, e a gente tem feito um importante trabalho de resgate de processos. Estamos em fase de contratação da digitalização, em parceria com o Arquivo Público Mineiro e com o Museu da Inconfidência.”

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O auxiliar da Coarpe Davi de Souza (sentado) apresentou aos visitantes o processo inicial de preparação de documentos históricos do Arquivo Permanente (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Contato com a história

Os participantes da visita técnica presencial puderam acompanhar diferentes etapas do processo de arquivamento de documentos, desde sua recepção, passando pelo tratamento, até o cadastro e a digitalização. O Arquivo Permanente do TJMG possui 613 mil processos históricos cadastrados, datados até 31/12 de 1950 e considerados de guarda permanente.

Atuando na preparação de documentos para cadastro e digitalização, o auxiliar de apoio administrativo da Coarpe Davi Rodrigues de Souza explicou que é preciso realizar triagem para avaliar a situação de cada documento.

Sua função inclui também idas a comarcas do interior do Estado para recolher material histórico. “Já fiz mais de 30 viagens para fazer o recolhimento de processos”, contou Davi de Souza.

Ele não esconde a satisfação em trabalhar com documentos históricos:

“Eu me sinto realizado. Gosto de mexer e de ler documentos antigos. É muito bom você ter contato com a história. Pegar um documento de 1729, de quase 300 anos, é legal demais.”

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